Artigo #09 - Dados de Valor
ESTRATÉGIAS QUE TRANSFORMAM #09 - Dados de Valor
O uso de dados como suporte ao processo decisório tem adquirido um papel central nas organizações, criando o que chamamos de cultura analítica. Uma pesquisa, realizada pelo Cappra Institute, identificou um avanço significativo nesse contexto, em especial no Brasil. A pandemia acelerou a transformação digital e trouxe mais dados e recursos analíticos para as organizações, porém, para que essa cultura analítica se estabeleça, é preciso investir na conscientização das lideranças, contratar profissionais especializados e adaptar os processos às novas tecnologias. Para falar sobre o tema o convidado de hoje é o pesquisador de cultura analítica, autor e fundador do Cappra Institute for Data Science, Ricardo Cappra.
Cappra, como estamos evoluindo em relação à implementação de uma cultura analítica analítica em nossas organizações?
Há muitos anos dedicamos nossos esforços no instituto para estudar e monitorar a cultura analítica, em diferentes países, e nos mais diversos tipos de organizações. Realizamos essa análise de forma sistemática por meio do Índice de Maturidade Analítica, e isso nos permite identificar algumas interessantes mudanças nos padrões de comportamento. Na avaliação do índice em 2022, constatamos que as empresas brasileiras, quando comparadas aos períodos anteriores, avançaram de um estágio de mera curiosidade em relação aos dados para uma fase de segurança no uso desses dados como suporte ao processo decisório.
Esse progresso significativo foi impulsionado pela pandemia, que acelerou a transformação digital, associado ao aumento da disponibilidade de dados e recursos analíticos dentro das organizações.
A estratégia data-driven não é um movimento natural, as lideranças precisam investir uma quantidade considerável de energia para conscientizar e/ou contratar profissionais, além de adaptar os processos e estabelecer políticas para garantir o avanço dessas práticas analíticas.
Somente com uma condução estratégica a empresa se tornará competitiva nessa era da informação. No Cappra Institute, realizamos um estudo que apresenta alguns insights da maturidade analítica brasileira, aqui nesse link você pode acessar esse estudo www.cappra.institute/ima
É possível identificar novas oportunidades de negócio a partir de um processo estruturado de análise de dados? Tens como compartilhar alguns exemplos?
Os produtos de dados são potencializadores de negócios, desde que cumpram sua missão principal: que é empoderar decisores a partir de informações qualificadas, organizadas, automatizadas e visuais. Os produtos de dados mais encontrados no contexto de organizações são os dashboards, algoritmos de recomendações, análises preditivas e sistemas de inteligência artificial. Todos eles são resultados de uma automação da informação, que se torna um ativo importante do negócio e muitas vezes expande-se para novos modelos de atuação. Algumas empresas que acompanhamos de perto transformaram seus produtos de dados em novos negócios, acelerando assim a entrada em mercados inéditos e criando recursos avançados para competir com os rápidos competidores dos negócios digitais.
Quais são as características comuns de estratégias bem sucedidas na transformação de dados em novas oportunidades de negócio?
Uma estratégia de transformação analítica costuma ser sustentada por quatro pilares fundamentais, chamamos isso de 3P1T:
- Pessoas melhores preparadas para lidar com dados;
- Processos analíticos em todas as rotinas do negócio;
- Políticas de gestão que promovam um movimento contínuo orientado por dados;
- Tecnologias para dar sustentação e automação aos fluxos de informações.
Aquelas organizações que melhor configuraram esses pilares, são as que avançam mais rápido no movimento de mudança, e que alcançam melhores resultados para o negócio, independentemente do seu tamanho ou setor de atuação.
Uma frase de Cappra para você
O movimento de AI-Driven está iniciando, e isso vai transformar completamente o trabalho e os negócios.
Uma geração de profissionais e negócios orientados por inteligência artificial (AI-Driven) estão entrando no mercado e vão transformar o jeito de funcionar das empresas tradicionais. Esses, utilizam-se de muitas rotinas e ferramentas que automatizam não só os fluxos de informações, mas também os processos decisórios, criando assim empresas orientadas por dados e suportadas por sistemas inteligentes.
Em um futuro não muito distante, treinaremos máquinas em processos organizacionais assim como o RH prepara novos profissionais para o ambiente de trabalho atual, com o diferencial da velocidade e precisão que esses novos agentes autônomos podem realizar suas tarefas. Para sustentar uma estratégia consistente e competir na era da inteligência artificial, é imprescindível manter 3P1T.
Muito obrigado Ricardo Cappra por compartilhares o seu conhecimento e os resultados das pesquisas do seu Instituto nesse nono artigo da série - Estratégias que Transformam. Em breve o Instituto Cappra estará lançando um estudo específico sobre a Adoção da Inteligência Artificial no Brasil. Fica o convite para você acompanhar esta e outras pesquisas, e novidades em www.cappra.institute/estudos.
Daniel Martin Ely
Artigos Relacionados
CRÔNICAS EXECUTIVAS #06 - A Arte de Repensar: O Caminho da Sabedoria!
Crônicas Liderança Organizações Carreira 11.10.2023Quanto mais mergulhamos no oceano do conhecimento, mais nos deparamos com a imensidão de nosso desconhecimento. Descobrimos que precisamos aprender a repensar nossas certezas e saberes, e que a humildade diante do aprendizado é uma virtude essencial.
Leia mais
CRÔNICAS EXECUTIVAS #05 - Pequenas Gentilezas, Grandes Transformações: A Beleza dos Detalhes.
Crônicas Liderança Organizações Carreira 06.10.2023Nossa jornada na vida, muitas vezes, nos arrasta em um turbilhão de obrigações e pressa. No entanto, é nos detalhes aparentemente imperceptíveis que encontramos a verdadeira essência da existência.
Leia mais
OS DILEMAS DE UM LÍDER #18 - Como liderar a geração dos Nativos Digitais?
Liderança Carreira Desafios Gestão Organizações 28.09.2023Essa é uma questão recorrente entre as lideranças da minha geração e anteriores. Acredito que também de alguns Millennials, a chamada Geração Y. Os nativos Digitais, também conhecidos como a Geração Z, são aqueles nascidos entre 1997 e 2010.
Leia maisFique por dentro dos nossos artigos
Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.