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Artigos Daniel M. Ely

Curadoria da Cultura

Seja o Curador da Cultura de sua Organização!

Curadoria da Cultura
Liderança Gestão Carreira Mindset Mudança Transformação 30.12.2021

Um dos líderes que influenciam e inspiram o meu processo de transformação como executivo é o indiano Satya Nadella, CEO da Microsoft, desde 2014. Em uma de suas falas, ele declarou: “O que eu percebo, mais do que nunca agora, é que o meu trabalho é a curadoria da nossa cultura. Se você não se concentrar em criar uma cultura que permita às pessoas fazer o seu melhor trabalho, então você não criou nada”.

Ouvir essa frase do CEO de uma empresa de tecnologia foi muito poderoso para mim. Principalmente, por saber que a Microsoft também precisou passar por um processo de transformação para reassumir a sua posição entre as principais empresas do segmento de tecnologia do mundo, que inclui os nomes das gigantes Amazon, Apple e Google. Perceber que Nadella liderou e conduziu esse processo através das pessoas e da transformação de traços da cultura da Microsoft foi, realmente, um alento.

Como tenho a minha principal formação em RH, Pessoas e Cultura nunca tive dúvidas sobre a importância de se focar sempre no ser humano, em qualquer processo de mudança. Inclusive, esse aprendizado guiou e norteou as minhas ações nos últimos anos. O que não era muito comum, até então, era ver essa convicção e consciência vir de altos executivos de grandes organizações. E, o melhor de tudo, não apenas em discursos, mas em ações práticas e concretas neste sentido.

Nadella foi corajoso por não colocar nas atuais e tradicionais métricas de sucesso das organizações (veja reflexão 4 desta série) a sua maior preocupação e os desafios como CEO. Mas, sim, na estratégia de potencializar, engajar e influenciar o melhor de cada um e do todo para alcançar os resultados pretendidos e o posicionamento da sua empresa.

Fundamentalmente, as organizações são feitas de pessoas e pelas conexões entre elas. Por mais transformadoras e disruptivas que as tecnologias sejam, elas sempre serão um meio e não um fim nelas mesmas. Quem obterá o melhor proveito dessas tecnologias? Apenas as pessoas que estão abertas a usá-las de forma diferenciada frente aos novos desafios que se impõem.

O resgate da sua liderança passará pelo desenvolvimento dessa capacidade ensinada por Nadella. Você não precisa ser um CEO ou um alto executivo para compreender que a transformação e a curadoria da cultura de sua organização há muito deixaram de ser assuntos restritos aos profissionais de RH. Devem ser, antes de tudo, prioridades e competências dos verdadeiros líderes, e fazerem parte da estratégia das empresas.

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