Empresa em Aceleração
Evidências de uma transformação bem sucedida
Após algum tempo na jornada de transformação, conforme a organização adquire maturidade digital e os novos negócios ganham fôlego, há uma tendência de todo o movimento ganhar velocidade. É quando a organização entra no que eu chamo de processo de aceleração. O trabalho de base, que é a transformação de cultura, mostra que atingiu o seu objetivo.
Essa é uma jornada que pode levar anos e depende muito da complexidade, do tamanho da empresa e do nível de resistência à mudança que ela apresenta. Um dos maiores desafios do processo de transformação, que é treinar o sistema imunológico para reconhecer que o muito diferente, ou o disruptivo, não representa necessariamente uma ameaça para a empresa, foi vencido.
O sistema imunológico da sua organização precisa aprender a reconhecer que nem tudo o que é muito diferente do que ele já conhece representa uma ameaça. Pode ser, inclusive, uma oportunidade!
Todas as ações inovadoras passam a ser integradas na empresa-mãe, nada mais precisa ficar na clandestinidade para sobreviver. Os novos modelos de negócios, as plataformas digitais, a conexão com startups, as alianças estratégicas, tudo opera dentro de um único ambiente.
A organização já entendeu, também, que não pode mais caminhar sozinha, mas em redes, com os ecossistemas, num modelo de inovação aberta. O trabalho em parcerias, a conexão com startups e as alianças estratégicas indicam os novos caminhos a percorrer, num leque bastante aberto.
O sistema imunológico, além de não barrar as novas iniciativas, vai oferecer uma proteção ainda maior do que no passado. É ele que irá alertar sobre a falta de ousadia para a temática da inovação e da disrupção. O sistema imunológico, inclusive, começa a perceber quando a empresa está muito estagnada, pede para dar uma conferida no foresight, se não ficou nada desapercebido.
As empresas, que chegam nesse estágio, acabam mudando também a sua governança. Os seus conselhos de administração passam a contar com outros perfis de conselheiros e a ter outro tipo de atuação. Eles já entenderam a transformação e começam a cutucar os seus executivos para ver se estão se desafiando o suficiente em relação à inovação, a novos projetos, à disrupção.
O assunto transformação já está na pauta de todos. Quem consegue fazer a sua mudança, passa a inspirar outras organizações, outros executivos, outras pessoas a fazerem o mesmo movimento!
Daniel M. Ely
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