Geração X
O
Sim, estou me referindo aos profissionais que pertencem à geração X, aqueles nascidos entre meados da década de 1960 e o início da década de 1980. Ou seja, durante os anos que se seguiram ao baby boom do pós-guerra (verificado entre 1946 e 1964). São os X os antecessores das gerações Y (millennials) e Z (nativos digitais)
Durante toda a minha carreira, trabalhei e fui desenvolvido como executivo em organizações comandadas, predominantemente, por baby boomers. Ao mesmo tempo, tudo o que eu venho aprendendo e reaprendendo nos últimos anos está muito conectado aos comportamentos e atitudes das gerações Y e Z. Ao final do dia, exerço um papel de conectar as diferentes demandas e necessidades das gerações que me rodeiam e que, muitas vezes, não se identificam em função de suas diferenças na forma de ser, pensar e agir.
Não devemos limitar esta reflexão levando em conta apenas a questão da idade de cada geração. A nossa capacidade de adaptação aos contextos, mentalidade e maturidade emocional pode nos deslocar facilmente de cada uma dessas classificações e estereótipos. Assim, me atrevo a dizer, de forma mais genérica e ignorando esse último ponto, que todo gestor ou líder da geração X pode se transformar, se assim o quiser, em uma espécie de ponte. Ele pode estabelecer uma importante ligação entre as demais gerações e a diversidade que elas representam, proporcionando assim um convívio mais produtivo e harmônico entre elas.
São os profissionais da geração X os que melhor compreendem a forma de pensar e agir dos baby boomers, pois convivem e aprenderam muito com eles. Por outro lado, também reconhecem a importância das novas gerações, pois em sua maioria lideram e estão atentos e sensíveis à importância dos novos comportamentos, ideias e forma de interagir e trabalhar destes profissionais.
Sempre convivemos com diferentes gerações interagindo em um mesmo ambiente de trabalho, porém nunca tão distintas entre si. Eu, pessoalmente, já entendi o meu novo papel nesse contexto: como um legítimo representante da geração X, preciso ajudar a construir vínculos de respeito e empatia entre as demais gerações. Somente assim contribuirei para potencializar o melhor de cada uma, já que ambas possuem habilidades e desafios distintos, mas que podem vir a se complementar.
Atualmente, uma das minhas prioridades nas organizações onde atuo é, justamente, ajudar os profissionais de ambas as gerações, inclusive a minha, a reconhecer nas outras as suas complementariedades e diversidade. E, vou além, talvez sejamos apenas nós, os profissionais da geração X, os mais preparados para fazer esta tão importante ponte, que enriquecerá, cada vez mais, o mundo do trabalho.
Artigos Relacionados
CRÔNICAS EXECUTIVAS #06 - A Arte de Repensar: O Caminho da Sabedoria!
Crônicas Liderança Organizações Carreira 11.10.2023Quanto mais mergulhamos no oceano do conhecimento, mais nos deparamos com a imensidão de nosso desconhecimento. Descobrimos que precisamos aprender a repensar nossas certezas e saberes, e que a humildade diante do aprendizado é uma virtude essencial.
Leia mais
CRÔNICAS EXECUTIVAS #05 - Pequenas Gentilezas, Grandes Transformações: A Beleza dos Detalhes.
Crônicas Liderança Organizações Carreira 06.10.2023Nossa jornada na vida, muitas vezes, nos arrasta em um turbilhão de obrigações e pressa. No entanto, é nos detalhes aparentemente imperceptíveis que encontramos a verdadeira essência da existência.
Leia mais
OS DILEMAS DE UM LÍDER #18 - Como liderar a geração dos Nativos Digitais?
Liderança Carreira Desafios Gestão Organizações 28.09.2023Essa é uma questão recorrente entre as lideranças da minha geração e anteriores. Acredito que também de alguns Millennials, a chamada Geração Y. Os nativos Digitais, também conhecidos como a Geração Z, são aqueles nascidos entre 1997 e 2010.
Leia maisFique por dentro dos nossos artigos
Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.