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Artigos Daniel M. Ely

Geração X

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Geração X
Liderança Gestão Carreira Mindset Mudança Transformação 09.12.2021

Sim, estou me referindo aos profissionais que pertencem à geração X, aqueles nascidos entre meados da década de 1960 e o início da década de 1980. Ou seja, durante os anos que se seguiram ao baby boom do pós-guerra (verificado entre 1946 e 1964). São os X os antecessores das gerações Y (millennials) e Z (nativos digitais)

Durante toda a minha carreira, trabalhei e fui desenvolvido como executivo em organizações comandadas, predominantemente, por baby boomers. Ao mesmo tempo, tudo o que eu venho aprendendo e reaprendendo nos últimos anos está muito conectado aos comportamentos e atitudes das gerações Y e Z. Ao final do dia, exerço um papel de conectar as diferentes demandas e necessidades das gerações que me rodeiam e que, muitas vezes, não se identificam em função de suas diferenças na forma de ser, pensar e agir.

Não devemos limitar esta reflexão levando em conta apenas a questão da idade de cada geração. A nossa capacidade de adaptação aos contextos, mentalidade e maturidade emocional pode nos deslocar facilmente de cada uma dessas classificações e estereótipos. Assim, me atrevo a dizer, de forma mais genérica e ignorando esse último ponto, que todo gestor ou líder da geração X pode se transformar, se assim o quiser, em uma espécie de ponte. Ele pode estabelecer uma importante ligação entre as demais gerações e a diversidade que elas representam, proporcionando assim um convívio mais produtivo e harmônico entre elas.

São os profissionais da geração X os que melhor compreendem a forma de pensar e agir dos baby boomers, pois convivem e aprenderam muito com eles. Por outro lado, também reconhecem a importância das novas gerações, pois em sua maioria lideram e estão atentos e sensíveis à importância dos novos comportamentos, ideias e forma de interagir e trabalhar destes profissionais.

Sempre convivemos com diferentes gerações interagindo em um mesmo ambiente de trabalho, porém nunca tão distintas entre si. Eu, pessoalmente, já entendi o meu novo papel nesse contexto: como um legítimo representante da geração X, preciso ajudar a construir vínculos de respeito e empatia entre as demais gerações. Somente assim contribuirei para potencializar o melhor de cada uma, já que ambas possuem habilidades e desafios distintos, mas que podem vir a se complementar.

Atualmente, uma das minhas prioridades nas organizações onde atuo é, justamente, ajudar os profissionais de ambas as gerações, inclusive a minha, a reconhecer nas outras as suas complementariedades e diversidade. E, vou além, talvez sejamos apenas nós, os profissionais da geração X, os mais preparados para fazer esta tão importante ponte, que enriquecerá, cada vez mais, o mundo do trabalho.

 

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