Reflexão Final
Reflexão final: O indivíduo, as relações e a organização!
Encerro esta série, de 10 Reflexões de um Líder em Transformação, compartilhando com você as três dimensões que deveriam nortear toda a sua estratégia, enquanto líder, para acelerar o seu processo de mudança e o de sua organização. Ou, como venho enfatizando em minhas colocações, para apoiar o seu “despertar” e o da sua empresa para o que precisa ser feito para atender às novas demandas do mundo do trabalho. Não estamos falando de uma marolinha, mas de um tsunami que, se ainda não chegou, certamente deverá impactar a sua vida e o segmento de atuação de sua organização, lhe colocando de cabeça para baixo.
Para enfrentar esse tsunami, a estratégia está em focar as suas ações e iniciativas de mudança, concomitantemente, em três esferas ou dimensões: a do indivíduo, a das relações com os membros da equipe e a da própria organização. Foi dessa forma que eu escolhi os temas para as nove primeiras reflexões dessa série, priorizando abordagens estratégicas em cada uma das três esferas, ao invés de me concentrar apenas em uma das dimensões.
Nas reflexões 1, 6, 8, toquei em pontos relacionados ao indivíduo. A ênfase foi a necessidade de desenvolver a sua autoconsciência e ação individual em relação aos novos comportamentos e estratégias para atuar como um líder e não apenas como gestor. Entre os assuntos tratados, estavam: substituir as certezas pela vulnerabilidade; a geração “X” que se transforma em ponte entre as demais gerações e o domínio do seu “monstrinho” mecanicista controlador.
Nas reflexões 2, 3, 5, 7, avançamos nos assuntos relacionados à esfera das relações entre você e os membros de sua equipe. A adoção de estratégias para potencializar o melhor de cada um deles frente a todos esses novos desafios foi o pilar mais explorado ao longo dessa série. Abordei tópicos como: liberte-se para liderar, influenciando e inspirando pessoas e movimentos; oportunize saltos quânticos de desenvolvimento à sua equipe; antes de não confiar, confie e cuide de quem cuida.
Por fim, nas reflexões 4 e 9, refleti sobre o impacto dessa nova atuação como líder na própria organização onde você atua. Provoquei sobre temas como: adote novas métricas de sucesso, já que as financeiras não são mais suficientes, e seja o curador da cultura de sua organização, salientando a importância de se focar no ser humano para qualquer empresa atingir os seus resultados.
O que fica claro, em cada uma dessas dimensões, é que tudo começa pelo “despertar” da necessidade de mudança. Esse processo deveria ocorrer, de forma quase simultânea, nestas três esferas: a do indivíduo, com o seu próprio despertar; a das relações com a equipe, com o despertar do coletivo que você está inserido, e a da organização, com o despertar dela para esse novo contexto e modelos de negócio que estão por vir.
O avanço em todas as dimensões exige, antes de tudo, uma ruptura de modelo mental para que os primeiros passos sejam realizados. Como líder, você terá que saber reconhecer, eleger e priorizar o que fazer primeiro. Fundamentalmente, precisará entender e aceitar a responsabilidade de que essa mudança passará pela sua capacidade de influenciar e inspirar pessoas e movimentos, nas três dimensões.
Claro que é muito mais fácil falar e escrever sobre isso, porém, na prática, os caminhos se mostram muito mais desafiadores. De tudo o que já vivi e experimentei nos últimos anos, pude compartilhar com vocês o que fez mais sentido e trouxe resultados na minha jornada. Sempre lembrando que não há certo ou errado, quando estamos falando de sistemas complexos, como os que se apresentam no mundo digital. Existe o que funciona, ou não funciona, para cada um, sempre considerando o seu respectivo contexto.
No meu caso, o que funcionou foi, antes de tudo, liderar a minha própria mudança. Somente assim fui capaz de criar uma condição de abertura para reconhecer vários conceitos e dogmas que eu tinha que revisitar em cada uma das três dimensões. Como diz o autor Sérgio Abranches, em sua obra a Era do Imprevisto, “ao pensar a transição, também a representamos, porque somos parte dela. Somos “da” transição e somos “a” transição”.
Seja bem-vindo a uma jornada possível, que dependerá, antes de tudo, de sua reinvenção como indivíduo, para que você possa, depois, melhor potencializar as demais dimensões. Certamente, não será uma jornada fácil, mas lhe trará muita realização pessoal e profissional.
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