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Artigos Daniel M. Ely

Cultura Organizacional

A cultura como ponto de partida

Cultura Organizacional
Inovação Liderança Mindset Transformação Estratégia 03.11.2022

O que é essa transformação de cultura, que aqui colocamos como o início da jornada de qualquer transformação digital? Uma empresa é formada por pessoas, que geram comportamentos individuais e coletivos, além de sistemas, processos e rituais. Isso ajuda a explicar quem é a organização, o que ela pensa, como ela age e o que prioriza. A partir daí é que se começa a implementar ações que irão modificar o status quo da organização.

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Um excelente ponto de partida para se iniciar um processo de transformação é identificar quais são os princípios e valores que nortearam a história da organização.

Praticamente, todas empresas de sucesso são frutos de atitudes ousadas, de uma alta carga de empreendedorismo e de muita inovação ao longo de sua trajetória.

O que muda agora é a forma como tudo isso deve ser reorganizado, que ganha outra velocidade e intensidade para se adequar ao novo contexto.

A Carolyn Taylor, no livro Walking the Talk – A Cultura Através do Exemplo, sugere que, uma das formas de se materializar a mudança de cultura dentro de uma organização, é focar em três pilares. O primeiro é estabelecendo novos sistemas e processos internos, que valorizem o que queremos reforçar ou alterem o que não serve mais. O segundo é o que modifica o comportamento dos indivíduos e as relações entre eles e, o último, passa pela mudança de rituais internos, que irão comunicar e simbolizar o caminho que iremos seguir.

Taylor fala em identificar as forças propulsoras, que estimulam as pessoas a se comportarem de acordo com os princípios e a visão de futuro, e as forças restritivas, que estimulam o agir de forma divergente a eles. Por exemplo, se um dos traços de cultura é o orgulho das pessoas de estarem na empresa, de pertencimento, e elas trabalham de forma colaborativa, isso é ótimo. Esses traços precisam ser reforçados, eles conversam 100% com os cenários de um futuro mais acelerado e complexo.

Por outro lado, se na sua empresa existe a cultura do medo, não haverá inovação, que exige cada vez mais o experimentar, o ousar e até o errar e, por muito tempo, fomos punidos pelo erro. Assim como não há mais lugar para trabalhos fragmentados, em divisões e silos, estruturas hierárquicas e jogos de poder. Há valores que precisam ser ressignificados.

Aqui, é importante reforçar que cada um deve fazer a sua parte. A empresa entrará com os seus 50%, respondendo pelas mudanças estruturais que permitirão essa evolução. Os 50% restantes dependerão do esforço individual, de desapego aos modelos de gestão do século passado, para a mudança acontecer.

Embora a transformação digital e cultural seja um caminho sem volta, a pergunta que fica é por que algumas organizações ainda resistem ou protelam os primeiros movimentos? Precisamos construir pontes para que essa mudança ocorra. A engenharia será por sua conta!

Daniel M. Ely

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